domingo, 30 de março de 2014

sexta-feira, 28 de março de 2014

Toda vez que eu tenho que falar com você, é uma luta. Uma luta da dor contra o orgulho. Uma luta em que sempre perco. Não consigo manter uma boa conversa com você por medo de que alguma coisa aconteça. Não me pergunte o que seria essa "alguma coisa". Simplesmente temo. Sem esquecer que dói ao falar com você. Talvez seja porque se desenterra sentimentos que tentaram ser esquecidos, e que acabam por vir a tona. Quando consigo jogar um pouco de terra para esquecer, me vejo na necessidade de falar com você. Droga. Eu mereço tudo isso.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Tudo se desandou. Tudo é dor. Tudo é sentido de corpo e alma. Tudo toma o espaço completo, sem se importar com as outras coisas ao redor. É, ta foda.

quinta-feira, 13 de março de 2014

Não sei se a sua vida também, mas a minha vida desandou quando nossos caminhos se cruzaram e nós nos envolvemos.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Eu quero te sentir cada vez mais Senhor. Sei que erro, e erros graves, mas o meu ser anseia por Ti, Senhor. Eu te amo demais. Tu és minha Base, meu Tudo. Te amo de todo o meu coração Jesus. Obrigado por ser tão bom e generoso para comigo. Obrigado por sua misericórdia. Por favor, não desista de mim. Eu te amo e quero estar cada vez mais perto de Ti. Te amo Jesus.

segunda-feira, 3 de março de 2014

sábado, 1 de março de 2014

A Dor Que Mais Dói



Trancar o dedo numa porta dói. Bater com o queixo no chão dói. Torcer o tornozelo dói. Um tapa, um soco, um pontapé, dóem. Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói cólica, cárie e pedra no rim. Mas o que mais dói é saudade...
Saudade de um irmão que mora longe. Saudade de uma cachoeira da infância. Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais. Saudade do pai que já morreu. Saudade de um amigo imaginário que nunca existiu. Saudade de uma cidade. Saudade da gente mesmo, quando se tinha mais audácia e menos cabelos brancos. Dóem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama. Saudade da pele, do cheiro, dos beijos. Saudade da presença, e até da ausência consentida. Você podia ficar na sala e ele no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá. Você podia ir para o aeroporto e ele para o dentista, mas sabiam-se onde. Você podia ficar o dia sem vê-lo, ele o dia sem vê-la, mas sabiam-se amanhã. Mas quando o amor de um acaba, ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter...

Saudade é não saber. Não saber mais se ele continua se gripando no inverno. Não saber mais se ela continua clareando o cabelo. Não saber se ele ainda usa a camisa que você deu. Não saber se ela foi na consulta com o dermatologista como prometeu. Não saber se ele tem comido frango de padaria, se ela tem assistido as aulas de inglês, se ele aprendeu a entrar na Internet, se ela aprendeu a estacionar entre dois carros, se ele continua fumando Carlton, se ela continua preferindo Pepsi, se ele continua sorrindo, se ela continua dançando, se ele continua pescando, se ela continua lhe amando.

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche...

Saudade é não querer saber. Não querer saber se ele está com outra, se ela está feliz, se ele está mais magro, se ela está mais bela. Saudade é nunca mais querer saber de quem se ama, e ainda assim, doer...

Martha Medeiros